Por que permitimos que uma coisa que não possuímos afete o modo como nos sentimos a respeito de tudo o que temos?
Essa pergunta conseguiu sintetizar a forma como tenho me sentido nestes últimos dias, quando estou a duas semanas de completar 30 anos.
Uma idade fatídica, emblemática, definidora de como será o restante, de como serei no futuro.
E uma incômoda e permanente sensação de que falta muito, mas muito mesmo, para que eu possa dizer que esteja satisfeita com a vida.
Ou seja tudo o que fiz ou vivi até agora me parece desimportante e sem sentido. Nada do que tenha vivido ou carregado comigo serviu para me trazer a paz e a tranquilidade que almejo.
Das pessoas que encontrei pelo caminho, dos lugares onde estive, nada permaneceu. Nada durou.
Não carrego certeza alguma e o peso das dúvidas me paralisa.
Quanto mais penso, menos propensão sinto de comemorar qualquer coisa que seja.
O que vivi, experimentei, ri, conheci não me habilitou a dizer que SOU FELIZ.
O que me falta tira, neste momento, o significado de tudo o que tenho, que é quase nada, porém mais do que possuem um sem-numero de pessoas menos afortunadas do que eu. QUE REALMENTE EXISTEM, E EU SEI.
Isso não deveria ser suficiente?
Tenho um caminho tão longo e desconhecido a percorrer... o tamanho do meu desânimo me assusta.
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