2 de agosto de 2009

Colbie.

Eu sou de fases ( como a lua...). Mas esse post não é pra falar de Cecília.

È pra falar da Colbie.

Por que fazia muito tempo que eu não ouvia outra coisa a não ser MPB, e agora estou numa fase totalmente Colbie.

 
Na verdade eu não a conhecia. 
Aí, ouvindo o rádio um dia, gostei de uma música. Dei uma googlada num trecho da música. Jason M'raz. 
Ok, vamos lá. Jason M'araz. O cara virou meio que uma mania, tipo ouvir -o -disco-pelo-menos-uma-vez- por-dia.
Não tenho certeza agora se no primeiro ou segundo disco dele tem uma música que ele canta com a Colbie Callat, chamada Lucky - uma música daquelas que você embarca e fica viajando. Eu no caso, fico logo pensando em trilha sonora. Essa por exemplo, é de amor, portanto cabia direitinho num casamento à beira mar. Pelo menos pra mim.
Tá.
Aí navegando um dia desses, vejo lá um disco da Colbie. E penso, por que não? Passou. Apenas recentemente fui ouvir por que o Gonzaguinha não deixava eu largar dele... e no meio da audição, enquanto lia outras coisas começo a ouvir uns acordes familiares de violão. Parei, cliquei na janelinha do windows media player...e era. Uau! Uma música que eu adorava, cantarolava, era dela!
A Colbie Callat é um Jack Johnson de saias . E toca violão ( pra quem luta há meses pra tirar alguma música do danado, isso pra mim triplica a admiração). Dei uma googlada na letra. Dei outra googlada na tradução....puxa....tinha uns termos que eu não conhecia... fui ouvir de novo.
E sempre acontece isso comigo com algumas músicas. É um choro bobo em horas bobas. Como um domingo às duas da tarde, ouvindo uma música já mais que conhecida.
Só por que ela conseguiu direitinho dizer o que é, pra mim, o amor.
Queria colocar aqui, mas segue o link do you tube. 

Querendo ter...

Hoje eu trocaria tudo por apenas acreditar.

31 de julho de 2009

Delírios de Paula Bloom

 
Acabei de me reencontrar com Becky.
Depois do nosso encontro, digamos, arrasador, quando li os cinco livros da coleção numa semana, 10 dias, quando tava de molho em casa.
Confessions of a readaholic. kkkkkkkkkkk
Impressionante como nunca uma versão cinematográfica pode ser comparada à obra adaptada.
A história até que ficou fechadinha, embora eu tenha tido vontade de parar no meio e ler o livro novamente. Just for fun.
Até pra ver de novo a história que eu tinha visto, oras...Pô, até colocaram o Tarquim bonito... e aquele Derek Smith nem era tão mal assim... quem assite filme que vem de livro sempre acaba se achando meio enganado... cadê os detalhes da história... ei, não foi assim que ele emprestou os dólares pra ela. Vem cá, a echarpe não era AZUL COM DOURADO???  
Lembrando............................................hehehehehehe.
Muito bom.
Embora o vídeo, se analisado direitinho, traga algumas liçõezinhas a se pensar: em como é difícil encobrir erros, como negar um aspecto negativo da nossa personalidade pode nos prejudicar, e mais ainda, como isso pode acabar magoando pessoas, especialmente a nós mesmos. E principalmente, em que há uma hora em que temos que crescer, nem que seja à fórceps. Ou à Alicia pernas longas... 

Tá, vamos esquecer por duas horinhas a vida real e curtir as histórias de outras pessoas, mesmo inventadas. Ainda assim podemos nos identificar, recriminar, pensar, quem sabe até mudar? Rsrsrsrrs
Bem, e ainda tem o tal do diabo do final feliz, né? Puxaaaaa
Vou dormir pensando que esses tais existem.

Texto tirado de uma notícia de jornal

" Eu não sou você. Você não é eu", por que temos medos, inseguranças e limites internos que nos bloqueiam de formas diferentes. Cada um de nós dois funcionamos, um como espelho do outro. Como " eu não sou você", tem momentos em que miro no espelho que você se transforma à minha fente e consigo ver beleza, capacidade de amar, fragilidade doce, meninice. Mas, nos seus momentos de insegurança e agressividade só vejo o pior, minhas sombras, reveladas em complexos e frustrações. Como "você não é eu", percebo que naquilo que me faz insegura, encontra-se justamente o que avalio como sendo o seu brilho. Mas, nos meus momentos de rigidez, sinto as farpas do seu medo lançadas no que tenho de belo, na tentativa de me enfraquecer.
Porque tem que ser assim?
Reparou que nesse jogo de luz e sombra podemos estar estupidamente sabotando a possibilidade de amor e crescimento?
Precisamos continuar tentando... afinal, AS PÉROLAS NASCEM DA PACIÊNCIA DA OSTRA, DA DURABILIDADE DA CONCHA E DA GENEROSIDADE DO MAR".


Palavras sábias. Quase um vaticínio. Por que mesmo com tudo isso, sei, que em alguma hora, a vida, sorrateiramente, silenciosamente, fará o convite, nos deixando cara a cara com o inevitável: a possibilidade do novo. O tentar de novo. É a formação da pérola, quem só vem da paciência da ostra. E acabei me lembrando de um texto que fala dessa criação.

Da pérola como resultado da cicatrização de um corpo estranho, uma ferida que foi coberta por camadas e camadas de nácar.

Da dor, do corpo estranho, do desconforto a jóia.

Acho que foi a força dessa imagem que me cativou no texto e fez com que eu o trouxesse para o meu cantinho virtual: a capacidade sublime que temos de transformação. Criar uma reclassificação dos eventos, rever os conceitos dos conteúdos. A chance, enfim, de libertação do que nos aflige, angustia, aprisiona.
Não creio que tudo que nos aconteça seja totalmente  responsabilidade apenas nossa. Não muito tempo atrás, acho que andei comentando isso. Mas definitivamente, o que extraímos desses acontecimentos, os pontos de vista que adotamos e especialmente, o que exteriorizamos após os tais fatos é sim, algo que está unica e exclusivamente sob nosso controle. A isso chamo liberdade. Não temos controle total do que recebemos do mundo mas temos (ou pelo menos teríamos que ter) do que devolvemos a ele...responder à ferida com a pérola....

Ou como disse D. Cora, juntar minhas pedras e fazer mais poemas...

It´s friday!!!!!


Depois de uma semaninha pra recuperar as forças. Ainda não deu. São tantas emoções...
Um finalzinho de semana não cai nada mal.
E hoje, vou ter uma companhia especial hihihi
Becky Bloommmmmmmmmm
Oba!

Because even a super woman needs...

27 de julho de 2009

É bem por aí.


Apesar da busca do autoconhecimento ser uma meta constante pra mim,
Não poucas vezes me dou conta de que somos, na verdade, apenas grandes enigmas.

24 de julho de 2009

Só de mau...vou ser feliz. Tchauuuuuuuuuuuuu




Acredito muito em vontade.
Depois de muito ler e meditar à respeito, acho que a disposição intencional para algo é um requisito indispensável para efetivamente se conseguir o que se deseja.
Não é a fórmula simplista do querer é poder.
Afinal de contas, estamos submersos em meio a uma série de circunstâncias realmente incontroláveis.
È no sentido de que é possível sim optarmos pela nossa condição interna. Como a bela frase que diz que “ haverá sol dentro de mim, independentemente do tempo que esteja lá fora”.
Motivos para tristeza? Meu Deus... tantos e tão vários...
Mas, mesmo com a existência real de tais motivos, acredito que é possível e viável sermos e nos dizermos felizes.
Se me encontro em ambientes hostis, sob circunstâncias adversas, convivendo diariamente com pequenos desgostos e algumas irrealizações tenho que me mimetizar e entrar na onda negativa?. Se, enfim, por qualquer razão, estou com problemas, além disso tenho que ficar triste?
Não pode ser apenas ruim, tem que ser péssimo? Não dá, né?
Somos livres. Livres para escolher, como de fato fazemos, mesmo que inconscientemente o que vivemos. A nossa vida, nossas conquistas, nossos caminhos são propriedades nossas.
Bem assim o nosso estado de espírito.
É o que acredito.
Embora isso não queira dizer que eu nunca tenha, como todos nós, me deixado levar pelas circunstâncias, em determinados momentos permitindo que os sentimentos direcionassem minhas ações. Infelizmente.
Os sentimentos são ladinos. Respostas emocionais, arrebatadas, imediatas não são reações inteligentes, pois provenientes de uma parte do cérebro que “ não pensa”. Nunca esqueço daquele livro do Daniel Goleman, a inteligência emocional, que explica isso direitinho.
Por isso, rejeito em mim mesma e nos outros decisões emocionais.
Prefiro, mil vezes, as decisões racionais.
Como a de ser feliz.
Independentemente de qualquer coisa ou pessoa.
Manuel uma vez disse – e ele bem sabia o que estava dizendo: tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Claro, sem dúvida nenhuma: um poeta lá esteve antes de mim.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste:
Quero ser feliz.
Isso tudo veio a propósito de uma festa. Sim. Uma festa. E eu vou pra ela. E na verdade, já me sinto nela. È como se festa fosse um pouco parte de mim.
E, mesmo com tudo contra. Eu SEI que vou estar ( mais ) feliz.... rsrsrsrrsrs
Oba!
Só de mau...vou ser feliz. Tchauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu



Não sei dançar

Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
- Não, foi arrumadeira.
E está dançando com o ex-prefeito municipal:
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugelê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral,
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra de política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão do Seridó é o melhor do mundo?... Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!

Manuel Bandeira

Eu queria que existisse....

 
DDD
Discagem direta para Deus
( personagem): - Deus, telefone pra você...
( Deus ):          - Alô?
( Pulim):          - Deus, me ajuda.

23 de julho de 2009

Na madrugada...

daqui


Há tempos coloquei aqui o trecho 46 do livro do desassossego. Livro que é  uma “paulada pessoana” do começo ao fim. Uma leitura difícil, um verdadeiro mar bravio a ser atravessado.
Porém um livro sumamente magnífico.
Nesse trecho,Fernando, sob o pseudônimo de Bernardo Soares comenta elogiosamente um poema do mesmo Fernando, desta vez sob o pseudônimo de Alberto Caeiro:
"Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura."
A pauta da vida aceita o molde proposto pelos nossos horizontes. A nossa vida é aquilo que dela enxergamos  e isso está umbilicalmente atado ao que apreendemos do nosso derredor.
O nosso horizonte, aquele geograficamente extendido, aquele fruto do viajar, do elastecer o conhecimento empírico e real de outros lugares, outros aromas, outros ares...como o viajar aguça os sentidos, desperta consciências e muda nosso jeito de encarar a vida. Por isso, sabiamente se disse que ninguém volta igual de uma viagem...
Mas não só esse. Há um outro meio, que pode ser tão rico tanto, apesar de nunca substituir o anterior. É a literatura.
Ler é viajar sem sair do lugar. É sair do lugar permanecendo onde se está. É, sobreduto, partir em direção a um novo “eu”, que nos aguarda exatamente depois da última linha do texto.
A leitura pra mim é vida e sonho e bálsamo. A chance de expandir, ultrapassar, entender a mim mesma. A universalidade dos sentimentos retratada das mais diversas formas apenas me espelham. A minha humanidade se referencia nos que já passaram pelo mundo e experimentaram as mesmas questões, dúvidas, alegrias, prazeres.
Ler também é viajar. Não fisicamente, mas emocionalmente.
Muito me chamou a atenção um texto que vi pela blogsfera: nele a autora falava que vez ou outra, em determinadas leituras, num momento ela parava e abraçava o livro, agradecida pelo sentimento de identidade, pelas palavras de outra pessoa que traduziam com precisão o que ela gostaria de expressar, o que ela sentia.
Se eu pudesse abraçar um blog, teria feito naquele momento. Sinto exatamente a mesma coisa, e já andei me agarrando com algumas literaturas. Eram em momentos tais que na minha (suposta) solidão, eu sentia que não voltaria ao ponto que estava antes da leitura. Era a sabença do meu horizonte se expandido. Quando eu me via vendo mais... portanto maior do que eu era então. Embora continuasse com meus minguados e insinceros 1,60 ( 1,595, na verdade).
Por isso, voltando ao começo – como tudo na vida sempre faz questão de fazer, lembrei da antiga descrição do blog, que é também do Fernando ( será que eu não canso??rsrsr). Acabei mudando, por outras razões, mas que retrata muito bem esse viajar. O salto para o novo e para o futuro que tanto almejo, o mergulho em mim mesma que me levará além...será dele também o final deste post madrugal.
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”

Um haicai? (revisado)

 
Ligação fora de hora
um instante
 e o sono vai embora.